Renato Gaúcho: Autêntico Campeão, Sem Perder a Essência

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Renato Gaúcho, Parabéns. Libertadores das Américas 2017. Autêntico Campeão. Sem Perder a Essência

Embora respeitando as chamadas “gestões empresariais”, continuo a afirmar que o grande combustível do futebol é a PAIXÃO. Também, nunca gostei de jogador anjinho, tipo Bebeto e Kaká. Sempre fui fã do bad boy craque, tipo Romário, Edmundo, Heleno de Freitas etc. São os maiores responsáveis por se levar multidões aos estádios e pelas discussões acaloradas das segundas-feiras. E um dos últimos representantes desse segmento no futebol é Renato Gaúcho. Foi cortado por Telê Santana às vésperas da Copa de 86, por fugir da concentração e ir para a night junto com Leandro Peixe Frito. Foi Rei do Rio em 96, com o Gol de Barriga. Não aguentou a pilha de Romário na decisão do Carioca de 88 e foi expulso junto com o Baixinho. Amado por muitos e odiado por outros…não importa. Não se pode negar a sua extrema qualidade à época de jogador e, agora, como técnico, vai colecionando títulos e boas campanhas. Mas sem perder a sua essência: polêmico, gozador e apreciador de praia e cerveja. É o gaúcho mais carioca que existe.

Ao ser indagado, após ganhar a Copa do Brasil de 2016, se vai se transformar em um técnico estudioso, ele respondeu: “Quem precisa aprender, estuda, vai pra Europa… Quem não precisa vai pra praia. Eu falo isso, e muitos criticaram. Disseram: estão trazendo um treinador que estava jogando futevôlei… Eu pergunto, e agora? E aí? Futebol é como andar de bicicleta. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai estudar”.

Esse é Renato, a quem já odiei… já amei… e hoje reverencio como um dos últimos remanescentes desse esporte que tentam hoje transformar em empresa….mas jamais conseguirão. Empresa sobrevive de dinheiro. Futebol sobrevive de paixão.

Sergio Macedo, 53 anos, casado, praticante de corrida, carioca, vascaíno, portelense, formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas pela Faculdades Nuno Lisboa, RJ. Apaixonado por futebol e samba. Autodidata em Jornalismo Esportivo. Sendo discípulo de João Saldanha, Luiz Mendes e Sandro Moreyra. Não fiz Faculdade de Jornalismo, porque essa seria feita durante o período de ditadura militar e meus pais temiam que a total aversão aos militares que sempre tive causasse problemas.

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