Archive for the ‘CONVIDADOS’ Category

LIVROSDEFUTEBOL sempre acreditou em E-books

Posted by Ricardo Roca On agosto - 24 - 2017ADD COMMENTS

Quando criei a LivrosdeFutebol, em 2008, eu já estava no mercado editorial há quase 30 anos. Havia sido indicado para ser gerente de propaganda da Editora da Fundação Getulio Vargas pelo professor e querido amigo José Roberto Whitaker Penteado Filho, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, do Rio de Janeiro e colunista de propaganda do jornal “O Globo” (cuja coluna tive a honra de assinar, por breves domingos, quando ele precisava se ausentar do País.

Em 1995, assinei, como designer, meu primeiro livro de futebol: “O jogo bruto das Copas do Mundo” (Mauad Editora), do jornalista Teixeira Heizer. Na capa, uma ilustração especialmente encomendada do grande artista Manuel Rodriguez Garcia, o Manolo, com quem fiz dupla de criação na VS Escala.

Em 2005, quando produzi “Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições” (Revan), do inesquecível Roberto Porto, acendeu uma luz na minha cabeça. Por que tão poucos livros de futebol no País do Futebol?

As grandes obras de Thomaz Mazzoni (em São Paulo) e de Milton Pedrosa, pela sua Editora Gol (no Rio de Janeiro), não haviam inspirado ainda a legião de escritores, jornalistas esportivos, historiadores e pesquisadores que hoje se entregam à literatura de futebol.

Em 2005,enfim, criei a LivrosdeFutebol, primeiramente como um site de venda de livros de futebol. A ideia era reunir nele todos — o mais possível — de livros de futebol produzidos no País. Mas já com o objetivo de ter meus próprios livros, eu imaginava atrair as pessoas que pensavam como eu — que a literatura de futebol no Brasil merecia mais cuidado e dedicação.

Três anos depois, lancei “O artilheiro que não sorria”, biografia do maior artilheiro da história do meu Botafogo — Quarentinha, escrita por Rafael Casé. O livro foi um grande sucesso, lançado com uma festa sensacional na Blooks Livraria.

De lá para cá, outros títulos fora produzidos e lançados:
— 21 depois de 21, de Paulo Marcelo Sampaio e Rafael Casé;
— Quem derrubou João Saldanha, de Carlos Ferreira Vilarinho;
— 1981: o primeiro ano do resto de nossas vidas, de Maurício Neves de Jesus;
— Flô: o goleiro melhor do mundo, de Thomaz Mazzoni;
— De Charles Miller à Gorduchinha, de Darcio Ricca
— O maior Botafogo de todos os tempos, de Roberto Porto;
— 1962: o ano Mané, de Maurício Neves de Jesus;
— Jogo do Senta: a verdadeira origem do chororô, de Paulo Cezar Guimarães;

e, mais recentemente, “As 100 melhores crônicas comentadas de João Saldanha”, comemorativo do centenário de nascimento do grande João Sem Medo — dentro do projeto João Saldanha: cem anos, sem medo, desenvolvido em boa parceria com a Vértice Marketing.

Aos poucos, as dificuldades de vender e distribuir livros pelo Brasil e meu prazer pela tecnologia, me fizeram desenvolver a ideia da “Biblioteca Digital do Futebol Brasileiro”, uma proposta de editar todos os livros de Thomaz Mazzoni e da Editora Gol, cujos acervos eu herdei por generosa aquiescência dos familiares dos geniais jornalistas.

Acredito que e-books são a solução para a questão dos custos de impressão e das dificuldades logísticas, mas também porque aposto que os assim chamados “livros eletrônicos” ainda têm muito o que oferecer aos leitores:
— o desenvolvimento e atualização perene das obras
— a facilidade de disponibilização e compra
— a falta de necessidade de imprimir e sentar em cima do estoque até que alguém se disponibilize em comprar.

Não consegui o apoio que pretendia para editar toda a obra de Mazzoni e Pedrosa antes da Copa de 2018, como imaginei poder fazer, se houvesse tido sucesso com o “crowfunding” que propus através do site APOIA.se.

Mas não desisti da ideia, estou me preparando, junto a parceiros queridos e importantes – como Alexandre Mesquita, André Felipe De Lima e Sergio Pugliese, com apoio do Antonio Leal, do CINEfoot, para tocar a ideia com a vontade de sempre.

Temos um projeto de preservação da Memória do Futebol Brasileiro, já enquadrado nas leis de incentivo à cultura, que proporcionarão a mim, ao Museu da Pelada e ao Ídolos – Dicionário dos craques apresentarem, em breve tempo, uma obra que deixará os amantes da literatura de futebol no Brasil felizes que nem pinto no lixo. Além de legar, aos nossos filhos e netos, uma obra consistente, importante, que permitirá que, no futuro, os interessados tenham menos dificuldades do que temos hoje, em arquivos, hemerotecas e bibliotecas, para estudar o nosso futebol.

Se você ou sua empresa querem apostar no nosso trabalho, fale comigo por aqui, pelo email livrosdefutebol@gmail.com ou ligue para (21)988-592-908. Estamos capacitados a lhe oferecer todas as informações necessárias para que você apoie nossos projetos de cultura do futebol.

Cesar Oliveira, 64 anos, criador e editor da LIVROSDEFUTEBOL.COM, carioca, com formação em design gráfico e propaganda. Expertise no mercado editorial desde 1980, quando foi gerente de propaganda da Editora da Fundação Getulio Vargas (RJ). Além de livros, a historiografia do futebol brasileiro é tema recorrente do seu trabalho, sobre a qual produz eventos, escreve para o portal “Por Dentro da Mídia”, participa da “All TV”, faz coluna semanal no “Café com Esporte” do programa “Painel da Manhã”, da Rádio Roquette-Pinto, e comenta em suas redes sociais – Facebook e Twitter.

Share Button

Luiz Melodia – Um Vascaíno Que Deixa Saudades

Posted by Ricardo Roca On agosto - 5 - 2017ADD COMMENTS

Minha canção preferida do Pérola Negra é o chorinho “Estácio, Eu e Você”
“Vamos Passear Na Praça.
Enquanto O Lobo Não Vem
Enquanto Sou De Ninguém
Enquanto Quero Te Ver”

No final de um show na Lona Cultural aqui pertinho de casa, ele tirou seu blusão e ficou com a camisa do Vasco que estava por baixo. Grande cantor, compositor e, acima de tudo, vascaíno e carioca. Precisa mais alguma coisa?… Se foi convocado assim tão cedo, 66 anos, é porque lá no Céu estão precisando dele. Vá com Deus, meu amigo, e MUITO OBRIGADO por nos proporcionar tanto talento em nossa vidas Vá com Deus.
MelodiaVascaino
Sergio Macedo, 53 anos, casado, praticante de corrida, carioca, vascaíno, portelense, formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas pela Faculdades Nuno Lisboa, RJ. Apaixonado por futebol e samba. Autodidata em Jornalismo Esportivo. Sendo discípulo de João Saldanha, Luiz Mendes e Sandro Moreyra. Não fiz Faculdade de Jornalismo, porque essa seria feita durante o período de ditadura militar e meus pais temiam que a total aversão aos militares que sempre tive causasse problemas.

Share Button

Perivaldo – Nosso Querido Peri da Pituba Nos Deixou

Posted by Ricardo Roca On julho - 28 - 2017ADD COMMENTS

Ele foi da época romântica do futebol, quando se colocava 100 mil torcedores no Maracanã sem ser decisão. Vi seu começo de carreira no Bahia, onde formava uma zaga com Roberto Rebouças, Sapatão e Romero. Mas sua explosão veio no Botafogo, para onde se transferiu no final dos anos 70. Jogou também no Palmeiras e Bangu. Jogador folclórico, não era muito talentoso, mas extremamente voluntarioso. Botava mas também pegava muita pilha. Zico uma vez não aguentou, deu-lhe uma cotovelada e foi expulso. Já em outra oportunidade Roberto Dinamite puxou sua camisa na área e ganhou a jogada, obrigando Peri a fazer pênalti. Roberto converteu a cobrança e, não satisfeito, provocou o baiano, que perdeu a linha e foi expulso.
PeriPituba
Reza a lenda que ele foi considerado “persona non grata” pelos gandulas do Maracanã, pois seus cruzamentos caiam muito longe. Nas semifinais do Brasileiro de 1981 ele comeu a bola nos 2 jogos contra o Flamengo e o Botafogo passou à fase seguinte. Os amantes da época áurea do futebol sabem que este esporte ficou mais triste hoje. Vá com Deus, Peri da Pituba.

Sergio Macedo, 53 anos, casado, praticante de corrida, carioca, vascaíno, portelense, formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas pela Faculdades Nuno Lisboa, RJ. Apaixonado por futebol e samba. Autodidata em Jornalismo Esportivo. Sendo discípulo de João Saldanha, Luiz Mendes e Sandro Moreyra. Não fiz Faculdade de Jornalismo, porque essa seria feita durante o período de ditadura militar e meus pais temiam que a total aversão aos militares que sempre tive causasse problemas.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

Share Button

Memórias Futebolísticas: Rodrigo Garcia

Posted by Ricardo Roca On abril - 20 - 2017ADD COMMENTS

Nas décadas de 60 e 70 meu pai João Carlos Garcia defendeu alguns times varzeanos como: Sul-América, da região central, Estrela, do Cambuci, Huracan, do Glicério, Kiki, do Brás, 2º quadro do Aclimação, dentre outros.
Em 1983 quando nos mudamos para a Zona Norte de São Paulo exatamente para a Vila Sabrina, meu pai passou a jogar pelo time do Amazonas comandado pelo falecido Bentão.
RodrigoPai
2º Quadro do Aclimação, meu pai é o terceiro da esquerda para a direta que está em pé

Nos anos 90, João passou a defender as cores do Grêmio Recreativo Cidade Fernão Dias, equipe fundada pelos senhores Balbino, Raimundo e Zé Carlos no dia 11 de novembro de 1984. Pouco tempo depois deixou a chuteira de lado e passou a ser diretor do time grená.

Nesta época acompanhei meu pai em algumas viagens com o time. Logo, em 1993, com meus 14 anos de idade estava jogando pelo Grêmio.

No dia 10 de janeiro de 1998, surgia no Jardim Brasil, Zona Norte de São Paulo, o Santa Cruz F.C. comandado pelo finado Carlão. Onde João fez parte da primeira diretoria da equipe, ficando apenas por um ano.
Meu pai acabou me levando para jogar no Santa, onde tive o prazer de conhecer o Carlão, mas fiquei pouco tempo nesta agremiação.

RodrigoDalva
Logo foi convidado para fazer parte da diretoria da Associação Atlética Estrela Dalva, da Vila Sabrina, que foi criada pelo senhor Hernane. Em 2016 fui convidado para jogar pela equipe tricolor da Zona Norte, onde fiz um único gol, justamente no dia 10 de agosto, DIA DOS PAIS, vencemos por 2 a 1, o Iguape.

Eu e meu pai João Carlos Garcia na atualidade somos diretores da A.A. Estrela Dalva, continuando nossa jornada nos campos e fazendo parte desta família.

Rodrigo Garcia, 37 anos, formado e, Rádio e TV, trabalha na Federação Paulista de Basketball, é apaixonado por esporte, pela Dani e criador do blog http://campeoesdoterrao.blogspot.com.br/.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

#memoriasdofutebol
#memoriasfutebolisticas

Share Button

O Boa Esporte (MG) anunciou a contratação do goleiro e condenado por assassinato, ocultação, sequestro e cárcere privado Bruno Fernandes, ex-Flamengo. O atleta estava preso desde junho 2010 e foi condenado a 22 anos de cadeia em regime fechado. O anúncio gerou muita repercussão e, além do grande destaque na imprensa, tem sido assunto constante nas redes sociais. Nunca se falou tanto na equipe do interior de Minas Gerais e isso é péssimo.

A corrida para ser notícia parece não ter vindo com as regras de sensatez e de exemplo para o Boa Esporte. Aos olhos da lei a equipe não está cometendo nenhum tipo de crime. Mas e aos olhos da opinião pública? Que imagem quer passar uma instituição que contrata um condenado por assassinato amplamente conhecido? Dizem por aí que o clube está preocupado em reintegrar a sociedade um cidadão. Incrível, mas porque só o Bruno? Será que o Boa Esporte não poderia contratar para outras funções (que não tivessem mídia) ex-detentos?

O futebol é um caso à parte em nosso país. Tudo que acontece no mundo da bola tem uma repercussão completamente diferente. Nossas crianças crescem admirando e idolatrando os heróis de chuteira. Fico pensando em um jogo da Série B, estádio lotado e 30 mil pessoas chamando o goleiro de assassino em um único coro. O que o pai das crianças vai explicar a elas? Que tipo de imagem a instituição Boa Esporte quer passar? E a responsabilidade social com a imagem do esporte, onde fica?

O caso parece de um egoísmo e egocentrismo sem tamanho. Custe o que custar, doa a quem doer, o clube vai estar nas manchetes. A repercussão tem sido rápida e negativa. Todos, eu disse, todos os patrocinadores já anunciaram que não irão apoiar o clube. Este é o tipo de decisão tomada sem olhar o contexto, sem analisar o real impacto negativo, sem compreender que os danos à marca da instituição podem ser gigantescos.

Vou aproveitar o oportunismo e oferecer os meus serviços ao Boa Esporte. Eu quero ajudar vocês a sair dessa lama que estão se enfiando. Vocês precisam de um trabalho de um Relações Públicas e eu me proponho a não cobrar R$ 1,00 para tentar gerenciar a imagem de vocês. Só tenho uma exigência: assumam o erro, voltem atrás e vamos devolver a imagem que o Boa Esporte merece. Mas se vocês querem alguém para usar a imagem de uma pessoa condenado por sequestrar, assassinar e ocultar o cadáver da mão do seu filho, não contem com um RP. A gente tem princípios éticos e responsabilidades em harmonizar relações verdadeiras. E na boa? Este não é o caso de vocês!

Guilherme Alf, apaixonado por Relações Públicas e Empreendedorismo, Guilherme Alf é palestrante exclusivo da Insperiência com “Todo mundo precisa de um RP”, palestra em que aborda os desafios e aprendizados da área.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

Share Button