Archive for the ‘convidados’ Category

O Boa Esporte (MG) anunciou a contratação do goleiro e condenado por assassinato, ocultação, sequestro e cárcere privado Bruno Fernandes, ex-Flamengo. O atleta estava preso desde junho 2010 e foi condenado a 22 anos de cadeia em regime fechado. O anúncio gerou muita repercussão e, além do grande destaque na imprensa, tem sido assunto constante nas redes sociais. Nunca se falou tanto na equipe do interior de Minas Gerais e isso é péssimo.

A corrida para ser notícia parece não ter vindo com as regras de sensatez e de exemplo para o Boa Esporte. Aos olhos da lei a equipe não está cometendo nenhum tipo de crime. Mas e aos olhos da opinião pública? Que imagem quer passar uma instituição que contrata um condenado por assassinato amplamente conhecido? Dizem por aí que o clube está preocupado em reintegrar a sociedade um cidadão. Incrível, mas porque só o Bruno? Será que o Boa Esporte não poderia contratar para outras funções (que não tivessem mídia) ex-detentos?

O futebol é um caso à parte em nosso país. Tudo que acontece no mundo da bola tem uma repercussão completamente diferente. Nossas crianças crescem admirando e idolatrando os heróis de chuteira. Fico pensando em um jogo da Série B, estádio lotado e 30 mil pessoas chamando o goleiro de assassino em um único coro. O que o pai das crianças vai explicar a elas? Que tipo de imagem a instituição Boa Esporte quer passar? E a responsabilidade social com a imagem do esporte, onde fica?

O caso parece de um egoísmo e egocentrismo sem tamanho. Custe o que custar, doa a quem doer, o clube vai estar nas manchetes. A repercussão tem sido rápida e negativa. Todos, eu disse, todos os patrocinadores já anunciaram que não irão apoiar o clube. Este é o tipo de decisão tomada sem olhar o contexto, sem analisar o real impacto negativo, sem compreender que os danos à marca da instituição podem ser gigantescos.

Vou aproveitar o oportunismo e oferecer os meus serviços ao Boa Esporte. Eu quero ajudar vocês a sair dessa lama que estão se enfiando. Vocês precisam de um trabalho de um Relações Públicas e eu me proponho a não cobrar R$ 1,00 para tentar gerenciar a imagem de vocês. Só tenho uma exigência: assumam o erro, voltem atrás e vamos devolver a imagem que o Boa Esporte merece. Mas se vocês querem alguém para usar a imagem de uma pessoa condenado por sequestrar, assassinar e ocultar o cadáver da mão do seu filho, não contem com um RP. A gente tem princípios éticos e responsabilidades em harmonizar relações verdadeiras. E na boa? Este não é o caso de vocês!

Guilherme Alf, apaixonado por Relações Públicas e Empreendedorismo, Guilherme Alf é palestrante exclusivo da Insperiência com “Todo mundo precisa de um RP”, palestra em que aborda os desafios e aprendizados da área.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

Share Button

Livro: “Onde a coruja dorme e outras histórias”

Posted by Ricardo Roca On março - 30 - 2017ADD COMMENTS

O primeiro livro da tabelinha entre o casal de jornalistas Aline Bordalo e Alexandre Araújo, “Onde a coruja dorme e outras histórias” leva o público infanto-juvenil a se jogar em contos que unem expressões do universo do futebol e animais.
A ideia da obra surgiu casualmente, quando Aline esteve no programa de rádio comandado por Alexandre para a divulgação de seu primeiro livro, o infantil ‘O quero-quero artilheiro’. “Durante a entrevista, ele perguntou se eu ia escrever outro [livro] e sugeriu até o título, ‘Onde a coruja dorme’. Gostei e comecei a escrever. Um ano e meio depois, por acaso, nos reencontramos e começamos a namorar. Eu contei que estava escrevendo o livro que ele havia sugerido e perguntei se gostaria de terminar a história. Ele terminou”, conta Aline.

A autora conta que o processo de criação foi breve e as histórias surgiram das vivências do casal. Alexandre é compositor de samba e roteirista, e ela, escreve desde os oito anos de idade. “’O drible da vaca’, por exemplo, escrevemos no avião, voltando da Espanha, onde havíamos visitado uma arena de touros”, completa.

: Os autores, Alexandre Araújo e Aline Bordalo, durante o lançamento do livro. (Arquivo Pessoal)

: Os autores, Alexandre Araújo e Aline Bordalo, durante o lançamento do livro. (Arquivo Pessoal)

Aline destaca a presença das expressões futebolísticas no vocabulário brasileiro. “As crianças aprendem o significado delas bem cedo. Seu uso na escrita acaba aproximando o leitor da história”. Então, a escolha dos autores conecta expressões e personagens que as representam.

De acordo com a jornalista, o livro possui linguagem leve e informal, além de informações que contribuem para o conhecimento do leitor mirim. “Escolhi batizar um dos quero-queros como Garrinchinha, para fazer com que os pais contem aos filhos quem foi Garrincha. O companheiro dele também, o Canhotinha. Ótima ‘deixa’ para falar do nosso eterno Canhotinha de Ouro, o Gerson”.

Mais golaços devem surgir desta dupla. “Queremos escrever outras histórias voltadas para o público infanto-juvenil. E quem sabe transformar as histórias em peça de teatro”, finaliza Aline Bordalo.

Informações
Onde a coruja dorme e outras histórias

Autores: Aline Bordalo e Alexandre Araújo
Ilustração: Mauro Britto
Editora: Livros Ilimitados – disponível também em audiolivro, com narração dos próprios autores.

Raíssa Fernandes, jornalista. Uma “perna de pau” que ama seu time e o futebol. Por aí e em busca de boas histórias!

Share Button

O amor entra em campo

Posted by Ricardo Roca On fevereiro - 14 - 2017ADD COMMENTS

Meu nome é Raphael Sack, sou o torcedor que entrou no intervalo do jogo do Juventus diante do Votuporanguense para realizar o pedido de casamento no sagrado solo da Rua Javari. Tenho 30 anos, completados no mesmo dia 12 (data do pedido).

Confesso que não esperava por tanto barulho ou repercussão, ou barulho por conta da surpresa que realizei no ultimo domingo. Não imaginei que pudesse ser tão lembrado, ou que a cobertura pudesse ser grande da maneira que foi. Onde houve lembranças por parte das páginas oficiais do Juventus e até mesmo da própria Federação Paulista de Futebol, assim como algumas dezenas de perfis de torcidas espalhadas pelo país.

Realmente, foi uma grata surpresa.

Tive a ideia de fazer esse pedido logo no começo do ano. Queria de alguma forma fazer algo grande, diferente e especial, que pudesse ser feito no lugar onde a Juliana mais se sente em casa, no sagrado templo do futebol. Queria isso ainda na primeira rodada, quando o Juve jogou na Javari contra a equipe do Capivariano. Porém, não executei naquele momento pelo fato de que não teria tempo de conseguir armar tudo que planejava, nem por conta das coisas que tinha em mente de fazer, e principalmente pelo fato de não ter tempo hábil para conseguir o apoio e o ok por parte do clube e federação.

Pois bem, preferi prorrogar para o jogo seguinte na Mooca. Melhor assim, onde tive tempo suficiente para poder pensar com calma e esquematizar todo o plano para que nada acontecesse de errado, ou fora do lugar.

Quis o destino que acontecesse justamente no 12 de fevereiro, data do meu aniversário (o que poucas pessoas acabaram ficando sabendo inclusive).

Parando para observar, uma rosa e uma cartolina branca com os dizeres “Te amo, casa comigo Juliana?” são coisas simples, não há nada de extravagante ou muito original, mas acredito muito que a surpresa tenha sido completa, justamente pelo fato de ter sido feita dentro da Javari, onde pode ser acompanhada por todo o estádio que assistia a cada movimento do meu pedido e declaração.
PedidoCasamento
Foi bem difícil dizer tudo que falei (de coração aberto) onde todos acompanhavam atentamente cada palavra que pronunciava. Mas de certa forma, consegui realizar o pedido da maneira que imaginava.

Tive um suporte muito grande por um amigo meu, o Adriano (Minhoca) que esteve ao meu lado me auxiliando em tudo que podia. Assim como também a Cristina, (assessora do presidente Domingos Sanches) que adorou a ideia desde o início e abraçou a causa para que tudo desse certo.

Ainda deixo meu agradecimento a todos que de alguma forma, colaboraram para que tudo acontecesse da maneira correta, aos que torceram e a todos que puderam presenciar esse acontecimento que ficará marcado para sempre em nossas vidas.

Rapha Sack, 30 anos, é jornalista, palmeirense, juventino e apaixonado pela Juliana.

Share Button

Por Sérgio Macedo

O futebol é uma caixinha de surpresas. É só deixar o tempo passar…Quando o Grêmio foi jogar a Série em 2005, a torcida do Colorado dizia que haveria Gre-Nal na Série B daquele ano. Ué, mas como? Pois bem, seria o jogo Grêmio x Náutico ou o Gre-Nau. Acabou que esse jogo tornou-se emblemático para a História do Grêmio, sendo a famosa Batalha dos Aflitos. Onde o Tricolor foi campeão com 4 jogadores expulsos e um gol marcado em contra-ataque aos 61 minutos do segundo tempo, após o goleiro Galatto defender um pênalti.

Já no ano que vem teremos o Internacional x Náutico ou o Nal-Nau pela Série B…. e o Grêmio vai para a Libertadores. É aquilo: pau que dá em Chico também dá em Francisco.
ArereBatalhaAflitos
Sergio Macedo, 53 anos, casado, praticante de corrida, carioca, vascaíno, portelense, formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas pela Faculdades Nuno Lisboa, RJ. Apaixonado por futebol e samba. Autodidata em Jornalismo Esportivo. Sendo discípulo de João Saldanha, Luiz Mendes e Sandro Moreyra. Não fiz Faculdade de Jornalismo, porque essa seria feita durante o período de ditadura militar e meus pais temiam que a total aversão aos militares que sempre tive causasse problemas.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

#historiasdofutebol

Share Button

Vamos, vamos Chape – Por Daniel Pereira

Posted by Ricardo Roca On dezembro - 8 - 2016ADD COMMENTS

Antes de começar a falar sobre um novo enorme clube, queria dizer que não é só o Brasil que está em luto, mas o futebol e as pessoas do mundo inteiro.

Acordei hoje de manhã e fui dar bom dia para a minha mãe. Foi então que ela me deu a notícia de que o avião que levava o time da Chapecoense para Medellín para a primeira partida da final da Copa Sul Americana havia caído. Liguei a TV para saber mais notícias e se era muito grave. Eram 25 mortos e 5 feridos, até o momento em que eu fui para a escola. Quando eu entrei na sala de aula, pelo site da Globo, já eram 76 mortos e o número de feridos continuava o mesmo (5). Eu, meus amigos e minhas amigas ficamos surpresos com o número de mortos do time de Santa Catarina. Eu tentava disfarçar, falando que estava com sono, mas não dava, a paixão pelo time é e vai continuar sendo enorme.

Conheci esse time em 2012, no restaurante do aeroporto no Rio de Janeiro. Pedi autógrafos e tirei fotos. A Chape ainda estava na série C do Campeonato Brasileiro. O time deslanchou desde então, ficou apenas um ano na série C e outro na B, quando fomos ver e o time já estava na série A. Fiquei muito feliz quando vi. E assim foi criada uma paixão dentro de mim e do meu coração.

Saí da escola triste, de cabeça baixa, não saía um sorriso, por mais que eu tentasse. Estava entalado na minha garganta. Mais notícias foram chegando e se espalhando pelo mundo, todos os programas estavam desanimados, com motivo. Com as imagens do avião dava para ver que ele estava muito destruído. No Jogo Aberto, na Band, disseram que o avião que levava a Chapecoense alcançaria apenas 3000 km, não daria para chegar no aeroporto de Medellín. Finalmente cheguei da escola e pude dar um abraço em meu pai e na minha mãe, dizer o quanto eu estava triste e liberar as muitas lágrimas que estavam presas nos meus olhos.

ChapenoCeu
Foram 22 jogadores mortos e 3 jogadores sobreviventes (Alan Ruschel, Neto e Follmann). Morreram também o técnico Caio Júnior e o presidente da Chape, além do narrador Deva Pascovicc, recém chegado no canal Fox Sports, que iria narrar o jogo entre o time brasileiro e o colombiano, e outros jornalistas.

Que todos os jogadores da Chapecoense descansem em paz e que sejam premiados, não só com medalhas, mas sim com a alegria, felicidade, carisma e muito mais. Pois sempre terão um espaço guardado nos corações de todos os torcedores do mundo. E esses corações serão para sempre Chapecoense.

Daniel Pereira, dez anos, é estudante do quinto ano do Colégio São Domingos, santista roxo, apaixonado por futebol e por videogame, gosta de livros e de Ciências e tem a Chape no coração.

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

#forcachape

Share Button