Archive for the ‘memórias futebolísticas’ Category

Memórias Futebolísticas: Rodrigo Garcia

Posted by Ricardo Roca On abril - 20 - 2017ADD COMMENTS

Nas décadas de 60 e 70 meu pai João Carlos Garcia defendeu alguns times varzeanos como: Sul-América, da região central, Estrela, do Cambuci, Huracan, do Glicério, Kiki, do Brás, 2º quadro do Aclimação, dentre outros.
Em 1983 quando nos mudamos para a Zona Norte de São Paulo exatamente para a Vila Sabrina, meu pai passou a jogar pelo time do Amazonas comandado pelo falecido Bentão.
RodrigoPai
2º Quadro do Aclimação, meu pai é o terceiro da esquerda para a direta que está em pé

Nos anos 90, João passou a defender as cores do Grêmio Recreativo Cidade Fernão Dias, equipe fundada pelos senhores Balbino, Raimundo e Zé Carlos no dia 11 de novembro de 1984. Pouco tempo depois deixou a chuteira de lado e passou a ser diretor do time grená.

Nesta época acompanhei meu pai em algumas viagens com o time. Logo, em 1993, com meus 14 anos de idade estava jogando pelo Grêmio.

No dia 10 de janeiro de 1998, surgia no Jardim Brasil, Zona Norte de São Paulo, o Santa Cruz F.C. comandado pelo finado Carlão. Onde João fez parte da primeira diretoria da equipe, ficando apenas por um ano.
Meu pai acabou me levando para jogar no Santa, onde tive o prazer de conhecer o Carlão, mas fiquei pouco tempo nesta agremiação.

RodrigoDalva
Logo foi convidado para fazer parte da diretoria da Associação Atlética Estrela Dalva, da Vila Sabrina, que foi criada pelo senhor Hernane. Em 2016 fui convidado para jogar pela equipe tricolor da Zona Norte, onde fiz um único gol, justamente no dia 10 de agosto, DIA DOS PAIS, vencemos por 2 a 1, o Iguape.

Eu e meu pai João Carlos Garcia na atualidade somos diretores da A.A. Estrela Dalva, continuando nossa jornada nos campos e fazendo parte desta família.

Rodrigo Garcia, 37 anos, formado e, Rádio e TV, trabalha na Federação Paulista de Basketball, é apaixonado por esporte, pela Dani e criador do blog http://campeoesdoterrao.blogspot.com.br/.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

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Memórias Futebolísticas: Lótus Brum

Posted by Ricardo Roca On fevereiro - 20 - 2017ADD COMMENTS

Futebol nunca foi um elemento extremamente presente em minha vida, obrigando-me a vasculhar a cachola por bons minutos em busca de memórias sobre o tema. A falta do esporte em minha vida sempre foi algo recorrente, pois a profissão de meu pai o impedia de praticá-lo comigo com certa freqüência e os meus olhinhos sempre brilharam pelas artes marciais, mas se existe algo que eu jamais poderia esquecer, é a Copa do Mundo de 2006.

Morávamos na Vila Militar de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Ela era organizada em pequenos prédios de três andares e no dia em questão, todos os meus amigos e colegas militares de meu pai haviam se reunido no térreo, organizado a maior TV que encontraram em suas casas e preparado um belo churrasco, com mesas e cadeiras, camisetas da seleção brasileira, bandeirolas e até mesmo foguetes. A expectativa era de levar o “Hexa” para casa (título que permanecemos aguardando, infelizmente). O jogo era Brasil x França, e fomos presenteados com um a zero por parte dos franceses.

O resultado, apesar de amargo, não foi capaz de apagar a chama do companheirismo de todos aqueles que se encontravam reunidos em uma torcida calorosa e íntima; se por um lado perdemos o jogo, por outro ganhamos um churrasco incrivelmente amigável e divertido, que contou inclusive com uma tentativa falha de soltar um foguete que gerou uma onda de risadas. O futebol, por não ter sido parte fundamental da minha vida, não se resume em amor a clubes ou jogadores e de certa forma, isso é algo que gosto de pensar. Para mim, o futebol representa única e simplesmente a forma de união mais pura e sincera entre amigos ou completos desconhecidos.

Lótus Brum, 19 anos, foi semifinalista duas vezes da Olimpíada de Língua Portuguesa, quer estudar Direito para ser Promotor e apesar de ter nascido no Rio de Janeiro e de morar no Goiás, torce mesmo é pro Internacional, de Porto Alegre.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

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Memórias de um coração alviverde – Por Raíssa Fernandes

Posted by Ricardo Roca On novembro - 28 - 2016ADD COMMENTS

Emílio Fernandes Sanches não se lembra com exatidão desde quando é palmeirense, mas suas primeiras memórias com o então Palestra Itália vêm da infância em Tanabí, no interior de São Paulo, em que acompanhava os jogos do time pelo rádio. O rádio também foi seu companheiro na conquista esmeraldina da Copa Rio de 1951, no empate em 2 a 2 contra a Juventus, da Itália (o Palmeiras venceu a primeira partida por 1 a 0).

No ano de 1962, Emílio se casou com Apparecida e vieram morar na capital paulista. Tempos depois, vieram duas filhas. A mais velha ele levou para assistir um treino do time do coração, com o divino Ademir da Guia em campo.

Em sua opinião, o maior ídolo da história do clube foi Oberdan Cattani, mas exalta a grandeza de Valdemar Carabina, Waldemar Fiúme, Dudu, Ademir da Guia, Tupãzinho, Djalma Santos, Djalma Dias, Baldochi e Marcos. Na atualidade, destaca o talento do jovem Gabriel Jesus.
Familia alviverde
Emílio e “sua torcida que canta e vibra” – Foto: arquivo pessoal

O futebol sempre foi muito presente em sua vida. Além de torcedor, treinou times de várzea e de empresas em que trabalhou. E lembra, entre risos, que os uniformes eram lavados pela esposa. “Sobrava para a ‘patroa’. Eu vinha de ônibus, com uma mochila pesada pendurada no ombro”.

Emílio afirma que, mesmo nas fases mais complicadas, não foi difícil ser palmeirense, apesar de ter aguentado as brincadeiras dos colegas e vizinhos. “Continuei palmeirense mesmo assim. Nada mudou”.

Aos 81 anos, o aposentado se orgulha por seu amor genuíno pelo time ter conquistado ainda, sua esposa, as duas filhas e o casal de netos. “É uma grande alegria dividir esse amor com minha família”, declara sorrindo.

Entusiasmado, viu neste domingo, 27/11, seu Palmeiras se consagrar Eneacampeão, após 28 rodadas na liderança do Campeonato Brasileiro. “Mais uma conquista! Não teve para ninguém esse ano”.

Raíssa Fernandes, jornalista. Uma “perna de pau” que ama seu time e o futebol. Por aí e em busca de boas histórias!

Os textos e charges publicados na categoria CONVIDADOS, apresentam e refletem a opinião dos mesmos, não necessariamente alinhando-se com a do Blog Futebol-Arte. Sua publicação tem o propósito de apresentar diferentes pontos de vista e estimular reflexões e debates.

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Memórias Futebolísticas: Sérgio Macedo

Posted by Ricardo Roca On novembro - 20 - 2015ADD COMMENTS

Bangu x Radar – Futebol Feminino – 1983 – Confusão Generalizada

A briga ocorrida na partida entre Veneza e Montenegro, em agosto de 2015, no Campeonato Feminino de Futsal do Acre me remeteu ao ano de 1983, quando da partida Bangu x Radar, decisão do Campeonato Carioca de Futebol Feminino. Cheguei a conhecer, posteriormente, o juiz da partida, o oficial da Marinha Ricardo Durans.

Mas, antes de nos ater ao jogo em si, vamos falar resumidamente, para aqueles que não o conhecem, sobre Castor de Andrade. Assim, entenderão a essência da crônica.

CastorReiCastor foi o mais famoso e, também, poderoso, bicheiro do Brasil. Era o bicheiro do tipo romântico, que não admitia que o tráfico de drogas fosse explorado em conjunto com o jogo. Castor transitou com prestígio e desembaraço pelo poder. No governo militar diversos generais lhe dedicaram atenção especial, a ponto de um secretário de Segurança do Rio de Janeiro daquela época, o general Waldir Alves Muniz, ter recebido instrução para “evitar problemas com Castor de Andrade”. E o ex-presidente João Figueiredo quebrou o cerimonial certa vez, afastando-se do grupo de autoridades que o cercava e indo pessoalmente cumprimentar o bicheiro.

Castor
Tinha as duas paixões de todo bom carioca da gema: futebol e samba. Mais especificamente, Bangu Atlético Clube e GRES Mocidade Independente de Padre Miguel. Era patrono de ambas as duas instituições. Injetava dinheiro do próprio bolso para o sucesso delas. O Bangu foi campeão carioca de 1966 graças ao forte time que ele bancou. Bem como foi vice-campeão carioca e brasileiro em 1985 pelo mesmo motivo. Castor é ainda hoje tido como o mais emblemático personagem da Zona Oeste do Rio. É verdadeiramente endeusado em Bangu e Padre Miguel, terra de onde dirigia seu império.

Como dizia João Saldanha, vida que segue…. Voltando ao Bangu x Radar. Nesse ano de 1983, o Bangu montou pela primeira vez um time de futebol feminino para disputar o respectivo campeonato da Federação. O time mostrou garra e conseguiu chegar à final contra o famoso time do Radar.

A decisão seria em três partidas. A primeira foi ganha pelo Radar por 1 a 0. O Bangu devolveu o mesmo placar na partida seguinte. A decisão foi, então, para o terceiro jogo, realizado em Moça Bonita, Estádio do Bangu, no dia 12 de outubro.

A torcida compareceu em peso para empurrar as meninas banguenses, mas o Radar fez 1 a 0 com um gol de Valéria, no primeiro tempo. Aos 35 minutos da etapa final ocorreu o lance fatal: numa bola centrada sobre a área do Radar, uma das zagueiras do time azul e amarelo cortou o passe com a mão, num pênalti claro, que o juiz Ricardo Ferreira Durans fingiu que não viu. Foi neste instante que o jogo virou uma confusão. As jogadoras do Bangu partiram para a briga com o árbitro, alguns torcedores invadiram o campo, e Castor de Andrade, auxiliado por seus “leões de chácara” também foi tirar satisfação pela penalidade não marcada. O Estádio de Moça Bonita virou uma verdadeira praça de guerra. Enquanto o juiz Ricardo Durans era vítima de socos e pontapés dos seguranças de Castor e das jogadoras do Bangu, as jogadoras dos dois times também trocavam tapas. A meia-esquerda Rosa, do Radar, fraturou o maxilar inferior. O Radar ganhou o jogo por 3 a 0.

O trio de arbitragem acabou tendo que se refugiar dentro do vestiário e só pode deixar o estádio uma hora e meia depois do tumulto e ainda assim protegidos pela Polícia Militar. O ônibus do Radar foi apedrejado e totalmente destruído. No dia seguinte, os jornais estamparam a manchete: “Novo nome do Estádio de Moça Bonita: Coliseu”!

Outros, mais irônicos, disseram que Castor de Andrade levou tanto leão de chácara para o campo do Bangu, mas tanto leão, que mais parecia o “Simba Safári”…

Apesar da gravidade dos fatos, a pilheria da imprensa foi tanta que chegaram a dizer que o juiz que apitou Bangu e Radar jogou no bicho no dia 12 de outubro, botando 200 cruzeiros no leão. Uma pena, deu galo na cabeça… literalmente.”

Nesse mesmo ano o Radar foi campeão brasileiro em uma decisão contra o Goiás, onde ganhou por 5 a 0. No final do jogo também houve briga generalizada, com diversas jogadoras expulsas.

Sergio Macedo, 53 anos, casado, praticante de corrida, carioca, vascaíno, portelense, formado em Administração de Empresas e Análise de Sistemas pela Faculdades Nuno Lisboa, RJ. Apaixonado por futebol e samba. Autodidata em Jornalismo Esportivo. Sendo discípulo de João Saldanha, Luiz Mendes e Sandro Moreyra. Não fiz Faculdade de Jornalismo, porque essa seria feita durante o período de ditadura militar e meus pais temiam que a total aversão aos militares que sempre tive causasse problemas.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

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Memórias Futebolísticas: Giovana de Paula

Posted by Ricardo Roca On agosto - 20 - 2015ADD COMMENTS

Se eu te contar, talvez você não acredite. Em uma conversa informal com meu tio, em Minas Gerais, sem relação alguma com futebol, eu comentei: “Nossa… eu me lembro de umas bandeiras, uma multidão em verde e branco… mas não sei o que é”… Eu tinha uns 10 anos de idade, somente. Ele me respondeu: “Foi a final do Campeonato Brasileiro de 1978, Guarani e Palmeiras, na qual o Bugre se sagrou o único campeão brasileiro do interior. Você tinha 3 anos, nós fomos ao Brinco e te levamos”. Ali nasceu um amor que faz parte das melhores memórias da minha vida.

Memórias que começavam sempre da mesma forma. Sair de casa, entrar no carro, colocar o ‘clássico’ CD com o hino do Guarani, no último volume, bandeira para fora do carro, família reunida e, ao nos aproximarmos do Estádio Brinco de Ouro, ainda na Avenida Norte-Sul, em Campinas, e ver aquela ‘massa alviverde’ reunida, entoando seu amor pelo Guarani. Um amor que é nosso. Um amor que não se apaga, não se esquece, não se troca.

Ir ao Brinco era um programa que a minha família costumava fazer. Era sagrado! Era mais fácil nos reunirmos para irmos ao Brinco do que para um almoço de domingo! Era o principal motivo para uma reunião familiar. Eram as nossas energias – minha, da minha mãe, do meu irmão mais novo, da minha cunhada e da minha sobrinha – na mesma sintonia. Era como se o nosso amor em família fosse celebrado ali, no Brinco de Ouro, “a cada nova jornada”, como diz o nosso hino…

Meu pai sempre dizia: “Vocês são loucos”. Ele não entendia que movimento era aquele que nos impulsionava, jogo após jogo, para um sentimento que nos inebriava. Acho que somente um bugrino de verdade, daqueles de ‘um time só’ – como eu – é capaz de entender.

São muitas histórias, difícil demais escolher somente uma… mas e se um dia eu te contar que eu vi o Guarani, em uma semi-final de Campeonato Brasileiro, ganhar do São Paulo por 4×2? Sim… eu vi. Ê… Amoroso e Luisão… Você acreditaria em mim? E de quebra… se eu te contar que eu também vi o Guarani, em uma final de Campeonato Paulista, enfrentar o Corinthians… não de igual para igual, mas de forma superior? Com gol de bicicleta e tudo no Morumbi? (Ê… Neto…). Aí, você acreditaria em mim? No segundo jogo, a grande final, disputada no Brinco, inclusive, eu vi o “pênalti mais pênalti da história do futebol”, parafraseando Milton Neves, em cima do ponta-esquerda (é… naquele tempo ainda havia pontas!) João Paulo, “o interminável”. Quem viu sabe. Eu vi e posso dizer: foi preciso muita ‘força’ dos ‘deuses do futebol’ para levar o título daquele campeonato para o Parque São Jorge.

E se eu te contar a história de um 5×2 do Guarani em cima do Palmeiras? Ê… Edu Lima… Que gol foi aquele, meu filho? Definitivamente, não era fácil para ninguém enfrentar o Guarani.

Ao subir as escadarias rumo ao tobogã do Estádio Brinco de Ouro para contemplar o gramado e a torcida em volta, a música, o som, a bateria da Fúria Independente… nada foge da memória. Ver o Bugre jogar como ele realmente é (grande, forte e determinado) é como você marcar um encontro com o melhor que você tem dentro de você.

Você acredita que pode ser melhor? Você acredita que nem sempre o ‘maior’ vence? Você acredita que sua paixão pode suplantar todas as dificuldades e, definitivamente, empurrar você ao topo? Você acredita na força da superação? Se você acredita, você pode começar a entender o que é torcer para o Guarani Futebol Clube.

Porém, teve uma dia, mais do que especial. Falar dos jogos acima é fácil. Mas levar 30 mil torcedores, para assistir Guarani e Avaí, em uma disputa pela Série B é algo incrível!
Bugre
Para mim, jogo de uma torcida só, envolvia, até então, somente a Seleção Brasileira. Mas, no dia 10 de Setembro de 2005, há dez anos, o Brinco de Ouro inteiro, tobogã e as duas cabeceiras estavam ‘pintadas pela paixão em verde e branco’. Naquele dia pegamos na mão do Bugre e o levamos ao topo, em um lindo 2×0, com gols de Rodrigo Sá e Jonas. Com este resultado, o Guarani encerrou sua participação na 1ª fase do Campeonato Brasileiro série B naquele ano em 3º lugar, garantindo sua classificação para a 2ª fase.

Foram momentos que estão para sempre em nossa história e não se apagam, nunca.

Giovana de Paula é torcedora do Guarani, jornalista formada pela PUC-Campinas e trabalha na Mundo Agro Editora.

Texto escrito especialmente para o Blog Futebol-Arte!

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