Archive for the ‘poesia’ Category

No Dia do Goleiro, futebol em poesia para crianças

Posted by Ricardo Roca On abril - 26 - 2016ADD COMMENTS

Poesia que rola no jogo de bola traz os elementos do futebol em versos encantadores

Fábio Sombra, um grande cordelista e violeiro, trouxe para o mundo da poesia um dos assuntos mais admirados, discutidos e queridos por pessoas de diversas idades: o futebol. Em Poesia que rola no jogo da bola, o autor criou aqui uma atraente parceria entre a poesia e esse esporte, paixão de multidões.

Nesta obra, o leitor encontrará poemas sobre goleiros, atacantes, torcidas e até mesmo o juiz, figura famosa e polêmica no meio futebolístico.

O autor e ilustrador, que também é violeiro, convida os leitores a jogar futebol de um jeito bem diferente: não mais chutando bola ou fazendo gol, mas criando poemas. Neste livro não faltam o goleiro, o atacante, o juiz e a torcida. Todos estão nele, cheios de ginga, ritmos e rimas.

Publicação da editora Mundo Mirim este livro é envolto a muitas rimas e sonoridades, além de dicas interessantes sobre o tema futebol. As poesias são curtas, com ritmo e musicalidade. A letra em caixa-alta (bastão ou maiúscula) propicia uma boa leitura para as crianças mais novas. A ilustração de João Marcos Mendonça remete o leitor aos quadrinhos, característica dos traços do ilustrador. As cores fortes e expressões faciais dos personagens favorecem a aproximação e o interesse dos leitores com a obra.
PoesiaBola
Esta obra possui 16 poemas curtos sobre o tema futebol. O publico irá encontrar personagens como goleiros, juízes e outros elementos importantes em partidas de futebol, apresentados de forma lúdica e alegre.

Sobre a Editora: A Mundo Mirim é uma editora voltada ao público infantil e juvenil cujas publicações para crianças e adolescentes têm o intuito de estimular o prazer de ler, fazer um apelo à imaginação e trazer à tona as grandes ideias que uma boa leitura desperta. Além disso, como a infância é uma fase de constante aprendizado, alguns livros também permitem abordagens didático-pedagógicas, um diferencial que amplia as possibilidades de aproveitamento das obras.

Fonte: Lilian Comunica Assessoria de Imprensa e Editorial

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A Múmia

Posted by Ricardo Roca On janeiro - 13 - 2016ADD COMMENTS

Na Capelinha da Jaqueira
uma múmia sobrevivera.

A de Bento José da Costa
ou de alguma amante preposta?

Ela não fazia fantasma:
era mais bem alma gorada,

ovo encruado, infermentação,
que nunca pode assombração.

Caminho do Campo do América
se ensaiavam dribles em sua pedra.

Se imitavam chutes sem bola
na pedra anônima em que mora.

E fosse de dia ou de noite
nunca foi de acenar a foice,

nem com gesto armado de morte
acenar-se sequer, de chofre.

Na Capelinha da Jaqueira,
a múmia, amiga e companheira,

punha-se acima de quem joga:
nunca envergou a negra toga,

ridícula, de juiz de futebol,
de calças curtas como um sol

castrado, já antes do apito
epilético; é Meritíssimo.

Talvez porque a múmia era cega?
Nunca ela torceu pelo América.

Também nunca acendemos vela
para que ela, com suas trelas,

driblasse a defesa contrária,
o juiz, e até as arquibancadas,

e entrasse só no gol do Esporte,
num “gol de chapéu”, com a Morte.

João Cabral de Melo Neto

#futebolepoesia

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Poema: Garrincha

Posted by Ricardo Roca On dezembro - 23 - 2015ADD COMMENTS

ele tinha a perna torta
perna troncha, distorcida
perna errada, perna virada
invertida, dobrada, partida

era como fosse uma perna
por uma bala atingida
mas a bala que é a morte
ele a transformara em vida

e virava a bala em bala
de chupar, multicolorida
ou virava a bala em bola
elétrica, trica, divertida

Marco Polo Guimarães

#futebolepoesia

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Brasil 4 x 0 Argentina

Posted by Ricardo Roca On novembro - 12 - 2015ADD COMMENTS

Quebraram a chave da gaiola
e os quadros-negros da escola.

Rebentaram enfim as grades
que os prendiam todas as tardes.

Nos fugitivos, é a surpresa,
vendo que tomaram-se as rédeas

(dos técnicos mudos, mas surpresos,
brancos, no banco, com medo).

Estão presos os da outra gaiola,
que não souberam abrir a porta:

ou que não o puderam, contra o jogo
dos que estavam de fora, soltos.

De certo também são capazes
de idênticas libertinagens

uma vez soltos porém, como
se liberar daquele tronco

em que os aprisionaram os táticos
argentinos, também gramáticos.

E enquanto os fugitivos seguem
com a soltura, a sem lei que os regem,

nos bancos é uma a indignação
dos que vão vencendo e dos que não:

“Voltamos ao futebol de ontem?
Voltou a ser um jogo dos onze?

Voltou a ser jogo de pião?
Chegou até cá a subversão?

Como é possível haver xadrez
Sem gramática, bispos, reis?”

João Cabral de Melo Neto

#futebolepoesia

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Poesia: Impedimento

Posted by Ricardo Roca On julho - 27 - 2015ADD COMMENTS

Sonhei com a Mãe África
Visitei sue sbaús seculares
E lá inda repousavam
Fantasmas dos colonizadores
Ossos sem pelourinho
Bolas jogadas pra escanteio
E a paquidérmica incompreensão humana
Do qué é
Matar no peito

Só me despertem
Quando for
Momento de gol

Eduardo Murta

#futebolepoesia

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