Soneto 930 Habitual

Ricardo Roca On setembro - 8 - 20103 COMMENTS


Chuteiras pendurou certo atacante,
de cuja “despedida” até se orgulha,
devido ao povo que o estádio atulha
e aplaude-lhe o carisma, delirante.

De lá pra cá, porém, tenta, durante
a temporada inteira uma fagulha
de fama faturar, e inda vasculha
se vaga tem nalgum time importante.

Parece que essa gente não sossega,
ainda que no banco tenha grana
e idade pra gastá-la à moda brega!

Carrões, mulheres, drogas, nada sana
a falta duma bola e dum colega
no campo ou noutro jogo, mais sacana…

Glauco Mattoso

Foto: Fernanda Serra Azul – com recorte

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Julinho, baile no Maracanã

Ricardo Roca On setembro - 8 - 20101 COMMENT

Sensação de dar a volta por cima, gana, raiva, orgulho… Julinho Botelho deve ter sentido tudo isso e muito mais em uma das passagens mais marcantes do nosso futebol. Se a final da Copa de 50 ficou famosa pelo silêncio ensurdecedor da torcida brasileira na final contra o Uruguai, o jogo contra a Inglaterra, em 13/05/59, no Maracanã é lembrado pela maior vaia que um único jogador já recebeu nesse estádio.

A Vaia
Tudo começou quando o locutor do estádio dava a escalação da seleção e, no lugar do esperado Garrincha, anunciou Julinho. Foram mais de 160 mil vozes vaiando. As versões dizem que o craque carioca teria fugido da concentração… talvez chegado alcoolizado ao Maracanã…

A Redenção
Demorou pouco tempo para Julinho reverter a situação. Com um gol magistral e um passe para outro, ajudou a construir o resultado de 2 a 0 para o Brasil e pode ouvir então os aplausos mais intensos do estádio desde a perda da Copa de 50.

No vídeo, a história é contada pelo delicioso programa Loucos por Futebol, da ESPN.

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Muito mais que o Rei do Gatilho

Ricardo Roca On setembro - 7 - 20101 COMMENT

Muito antes de Ronaldinho Gaúcho olhar para um lado e tocar para o outro, Mario Sérgio fazia isso. Chegou a ter o apelido de Vesgo por isso. Craque refinado, sua carreira não foi o que poderia ter sido. Apesar dos muitos títulos e das várias camisas que vestiu, não chegou até onde poderia ter ido.

Envolveu-se em polêmicas como o caso de doping quando de sua passagem pelo Palmeiras e chegou a ter o apelido de Rei do Gatilho por um episódio em que se defendeu de um ataque da torcida do São José contra o ônibus do São Paulo, seu time na época. Sacou uma arma e atirou diversas vezes para cima.

Excelente jogador, já atuou como comentarista, técnico e dirigente de clube. Esse sim pode dizer que sabe tudo de bola. Completa hoje 60 anos.

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Leônidas da Silva, o craque realizador

Ricardo Roca On setembro - 6 - 20105 COMMENTS

Para quem gosta de jogar bola, imaginar-se fazendo um golaço já é delicioso. Imagine então entrar para a história como inventor de uma jogada que todo mundo admira. Leônidas da Silva, também conhecido como Diamante Negro ou Homem-Borracha, por sua agilidade, ficou marcado como o inventor do gol de bicicleta.

Foi tricampeão carioca atuando por equipes diferentes: Vasco (34), Botafogo (35) e Flamengo (36). O curioso é que na infância era torcedor do Fluminense, o único grande carioca pelo qual não atuou. Na Copa da França, em 1938, foi artilheiro, com 8 gols e eleito o melhor jogador da competição.

Nessa Copa, também protagonizou uma jogada que ficou imortalizada no imaginário do futebol, o gol de pé descalço. Nesse lance, sua chuteira havia arrebentado e, enquanto a comissão técnica buscava outra com o mesmo número para que ele a substituísse, Leônidas permaneceu em campo. Naquela época o Brasil usava meias pretas com frisos verdes e amarelos e, por isso, o juiz não notou o incidente. Acontece que “apareceu uma jogada, veio a bola e eu acabei fazendo o gol com o pé descalço”, declarou o ex-jogador a um jornal em 1986.

Que inveja!

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Leonardo, aniversariante do dia

Ricardo Roca On setembro - 5 - 20103 COMMENTS

O ex-lateral esquerdo completa hoje 41 anos. Com passagens por times do Japão, Espanha, Itália e França, além de Flamengo e São Paulo, foi campeão do mundo com a seleção brasileira na Copa dos EUA, em 1994. Ao longo de sua carreira conquistou diversos títulos: Copa União (87) e Copa do Brasil (90), ambos pelo Flamengo, um campeonato paulista (91), um brasileiro (91), uma Supercopa Libertadores (93) e duas Recopas Libertadores (93 e 94), todos pelo São Paulo e muitos outros títulos internacionais.

É um dos idealizadores e Fundadores da Fundação Gol de Letra, além de também ter se envolvido com a Fondazione Milan. Na temporada de 2009 atuou como técnico do Milan, time que defendeu e do qual foi dirigente entre 2003 e 2009.

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