Taça Jules Rimet – É nossa!

Ricardo Roca On julho - 19 - 2010ADD COMMENTS

No começo do século XX já existiam associações de futebol em vários países e um desejo latente de criar um campeonato mundial de futebol. Com o surgimento da Fédération Internationale de Football Association (FIFA), em 1904, em Paris, esse sonho ganhava força.

É aí que surge Jules Rimet, francês que foi um dos maiores incentivadores de uma Copa do Mundo. A Primeira Guerra, entre 1914 e 18 adiou o sonho, que se realizaria somente em 1930, no Uruguai. No entanto, somente em 1938, como a Copa acontecendo na França, a Taça do Mundo passaria a se chamar Taça Jules Rimet.

Esculpida em ouro pelo artesão francês Abel Lefleur, a taça, com 35 centímetros e 3,8 quilos, exibe uma mulher alada, símbolo da vitória.
Como primeiro país a vencer três vezes (em 58, 62 e 70) a competição, a taça foi entregue em definitivo para o Brasil. Desde então o troféu entregue é a Taça FIFA, de posse transitória para os países campeões.

A parte triste é que em 1983 a taça, que já havia sido roubada e reencontrada em Londres, em 1966, foi roubada da sede da CBF e derretida pelos ladrões. Agora, temos apenas uma réplica.

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Friedenreich – Nosso primeiro craque

Ricardo Roca On julho - 18 - 20106 COMMENTS

Nascido em 18/07/1892, Arthur Friedenreich, apesar do sobrenome alemão, foi um dos primeiros craques do futebol brasileiro, dominando as décadas de 10, 20 e 30.

Sua história é marcada por uma confusão em relação ao número real de gols que teria feito em sua carreira. O Guiness Book of Records atribui a ele 1.329 gols. o que seria fruto de um erro na impressão do livro Gigantes do Futebol Brasileiro, de 1965, de João Máximo, que tinha a informação de que o número correro seria 1.239. Mais recentemente, em 1999, em sua biografia O Tigre do Futebol, do jornalista Alexandre da Costa, o número de gols comprovados seria de “apenas” 554, em 561 partidas.

Assim, El Tigre, como era chamado pela imprensa de nossos adversários uruguaios, teria uma média de 0,99 gols por partida; apenas para efeito de comparação, Pelé marcou, comprovadamente, 1.282 gols em 1.375 jogos, o que dá uma média de 0,93 gols por jogo.

Artilheiro nove vezes do campeonato paulista, viveu sua glória e frustração na seleção brasileira. Em 1919 fez o gol do primeiro título sul-americano da seleção brasileira, contra o Uruguai, na terceira prorrogação. Esse gol inspirou Pixinguinha a compor o chorinho “1 x 0”.

Em função de brigas políticas entre dirigentes cariocas e paulistas, não disputou a Copa de 1930, sua grande frustração no futebol.

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Games de futebol online

Ricardo Roca On julho - 17 - 2010ADD COMMENTS

Hoje em dia a web é usada para praticamente tudo. Os usuários são cada vez mais jovens e precoces. Quando comecei o blog, uma das minhas maiores incentivadoras, minha filha Ceci, logo sugeriu colocar um link para games online relacionados a futebol.

As interfaces e efeitos são cada vez mais realistas e divertidos. São muitas as páginas com games de futebol, mas essa reúne alguns dos meus favoritos. Acesse http://clickjogos.uol.com.br/Jogos-de-futebol/ e divirta-se!

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A Realeza de Pelé

Ricardo Roca On julho - 16 - 20101 COMMENT

Se o blog é sobre futebol e arte não temos como começar de outra forma. Nelson Rodrigues falando de Pelé, na primeira crônica em que o jogador foi chamado de Rei, publicada pela Manchete Esportiva após Santos 5 x 3 América, 25/2/1958, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo.

A Realeza de Pelé

Depois do jogo América x Santos, seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura, que o meu confrade Albert Laurence chama de “O Domingos da Guia do ataque”. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: – ponham-no em qualquer rancho e a sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: – “Quem é o maior meia do mundo?” Ele respondeu, com a ênfase das certezas eternas: “Eu”. Insistiram: “Qual é o maior ponta do mundo?” E Pelé: “Eu”. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção, que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.

Vejam o que ele fez, outro dia, já no referido América x Santos. Enfiou, e que sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar. Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: – “Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!”.
De certa feita, foi até desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio de campo. Outro qualquer teria despachado, Pelé não. Olha para a frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta sensacionalmente. Numa palavra: – sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém pra driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra: – a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.

Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, de certeza, de otimismo, que faz de Pelé o craque imbatível. Quero crer que sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível na formação de qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente de que precisamos. Sim, amigos: – aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.

Por que perdemos, na Suíça, para a Hungria? Examinem a fotografia de um e outro time entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Esse flagrante, por si só, antecipa e elucida a derrota. Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. Os outros é que tremerão diante de nós.

Extraído do livro A Sombra das Chuteiras Imortais, de Nelson Rodrigues.

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Futebol e Arte

Ricardo Roca On julho - 15 - 20101 COMMENT

Ah, o primeiro post! Aproveitando que o clima da Copa 2010 ainda está no ar, está lançado o Futebol-Arte.

A idéia desse blog é falar de futebol, claro, mas destacando o belo. Lembranças de partidas e jogadas especiais, história, cinema, literatura, pintura, música, exposições e tudo que tiver relação com o futebol.

O futebol pode ser bonito, artístico, não apenas do ponto de vista plástico de uma jogada de efeito ou um gol bonito, mas como representação da vida. Em uma partida, assim como na vida, as circunstâncias mudam a cada instante, as reações dos “personagens” são surpreendentes e os resultados são imprevisíveis.

Seja bem-vindo!

p.s.: a imagem foi encontrada em DesignFlavr

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